quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Elvis Presley


 Enquanto ouço Elvis, impossível não refletir sobre o filme com a cinematografia de Elvis Presley.

Nenhum espanto para quem já leu sua biografia "Elvis, mito ou realidade", obra biográfica de Maurício Camargo Brito.

Nenhum espanto para os fãs do Elvis.

Tanto o livro quanto o filme abordam o momento que morre o ser humano e nasce um mito extraordinário.

Um mito que rompeu com os padrões de uma geração somente através de sua maravilhosa voz e performance.

Um mito que se entregou de corpo e alma aos fãs embora tenha ficado preso na caixa da fama.

Fama essa que não conseguiu se desvencilhar pois literalmente era consumido, despedaçado, arrancado pedaços quando em público se apresentava tanto quanto consumido em exaustão pelo sistema através da relação representada por seu empresário.

Como um ser humano deixa de ser humano para sustentar um mito criado popularmente.

Nesse tom tanto o livro quanto o filme nos deixa pistas de que elvis não morreu.

Não falo do artista, eternamente vivo em seus fãs.

Mas da possibilidade sim, de Elvis ter enterrado o mito para salvar o humano.

Da geração de meus filhos, não consegui convencer os da  geração de 1980 nem a da geração 2.000 , tão somente a da geração 1990 a assistir Elvis e saber que a influência das músicas de Elvis estavam lá no dia-a-dia dessa geração me deixou feliz a certeza de que Elvis vive.

domingo, 31 de maio de 2020

Djamila Ribeiro - Quem tem medo do feminismo negro?



Djalma Ribeiro -
Quem tem medo do feminismo negro?


O livro de Djamila Ribeiro, Quem tem medo do feminismo negro? inicia com sua autobiografia.

Destaca a infância e juventude, a convivência com sua avó Billie Holiday, a quem a convivência a faria distante de seu sentimento de inadequação, medo e dor nas relações sociais, sejam escolares ou onde residia. Convivência que lhe traria sentido de vida, pois sua infância e juventude foi marcada pelo impedimento da fala e uma existência plena em diversos espaços.

A mentira entra em sua história de vida ainda na juventude, para suportar a dor da exclusão a que era exposta.

Mesmo cursando jornalismo, a vaga que lhe coube em uma empresa foi a de faxineira, a qual agarrou a oportunidade oferecida pois precisava manter as mensalidades da faculdade.

Após a morte da mãe e pai doente, se permitiu sair do ciclo de exclusão e se demitir da empresa que não a promovia porque "o chefe gosta muito do seu café, em time que se está ganhando não se mexe".


Djamila Ribeiro
 - Quem tem medo do feminismo negro?

Somente quando trabalhou na Casa de Cultura da Mulher Negra redescobriu sua força.

Trabalhando na biblioteca conviveu com autores como bell hooks, Carolina Maria de Jesus, Lima Barreto, Sueli Carneiro, Alice Walker, Toni Morrison.

Aprendeu a falar por outras vozes, a se enxergar por outras perspectivas.

Notou que as especificidades das mulheres negras não eram consideradas, descobriu pelo olhar de autores outros a invisibilidade da mulher negra como sujeito do feminismo.

Com Chimamanda Ngozi Adichie, escritora Nigeriana alertou sobre os perigos da história única e importância de se pensar estratégias para garantir essa multiplicidade de histórias.

Assim de autores como bell hooks, teórica e ativista estadunidense, a visão de compartilhamento de mulheres negras e brancas contra o sexismo foi uma perspectiva ganha.

Entre dar aulas em cursinhos comunitários e trabalhar como voluntária em ações sociais e trabalhar na biblioteca os textos escritos para a revista da ONG se ampliam em reflexões, identificando a máscara do silêncio que a oprime e se fortalecendo para falar pelos orifícios da mesma máscara que necessita ser estilhaçada.

Saber da dúvida de sua origem histórica queimada (Nigéria ou Guiné-Bissau) nos documentos relacionados à escravidão a fortaleceu a contar sua história.

Pelos olhos de Toni Morrison escritor, redescobriu o direito ao acesso ao amor que lhe fora negado.


"O amor nunca é melhor do que o amante. 
Quem é mau, ama com maldade, 
o violento ama com violência,
o fraco ama com fraqueza,
gente estúpida ama com estupidez 
e o amor de um homem livre nunca é seguro".
(o olho mais azul - Toni Morrison).


Segue redescobrindo sua força nos textos de Alice Walter, autora de A cor púrpura e De amor e desespero: História de mulheres negras.

Ler Patricia Hill Collins a fez perceber a estratégia de ver a força da falta como mola propulsora de construção de pontes.

Segue pesquisando autores como a historiadora negra Beatriz Nascimento, Suelli Carneiro, fundadora do Geledés, Instituto da Mulher Negra e autora de "Enegrecer o feminismo. A situação da mulher negra na América Latina", que afirma que ao falar de mulheres, deve-se utilizar a pergunta de que mulheres estamos falando. Mulheres não são como um bloco único - elas possuem pontos de partida diferentes. Fala da importância de dar nome e trazer à visibilidade para se restituir a humanidade.

Conclui que busca pelo alargamento do conceito de humanidade, pois vê essa luta como essencial e urgente, pois enquanto se veem em risco, a humanidade toda corre risco.

O livro segue com a seleção de artigos  publicados no blog da CartaCapital entre 2014 a 2017:

"O verdadeiro humor dá um soco no fígado de quem oprime".
Quando opiniões também matam.
Seja racista e ganhe fama e empatia.
Falar em racismo reverso é como acreditar em unicórnios.
As diversas ondas do feminismo acadêmico.
Mulher negra não é fantasia de carnaval.
Quem tem medo do feminismo negro?
A vingança do Goleiro Barbosa.
Uma mulher negra no poder incomoda muita gente.
Repúdio ao blackface.
Zero hora, vamos falar de racismo?
A hipocrisia em xeque.
O racismo dos outros.
Ser contra as cotas raciais é concordar com a perpetuação do racismo.
Cansado de ouvir sobre machismo e racismo?
Respeitem Serena Williams.
Homens brancos podem protagonizar a luta feminista e antirracista?
Quem se responsabiliza pelo abandono da mãe?
Para as meninas quilombolas a hashtag não chega.
Simone de Beauvoir e a imbecilidade sem limite dos outros.
"E se sua mãe tivesse te abortado?"
Nem mulatas do Gois nem dentro de Grazi Massafera.
Vidas negras importam ou a comoção é seletiva?
Xuxa e a fetichização da pobreza.
"O racismo é uma problemática branca", diz Grada Kilomba.
"Bela, recatada e do lar": Que coisa mais 1792.
O que a miscigenação tem a ver com a cultura do estupro?
Eduardo Paes e a desumanização da mulher negra.
Feminismo negro para um novo marco civilizatório.
O mito da mulher moderna.
Racismo: Manual para os sem-noção.
O que é o empoderamento feminino?
Estrangeira no próprio país.
A  Mulata Globeleza: Um manifesto.


Djamila Ribeiro nasceu em Santos, em 1980. Mestre em filosofia politica pela Unifesp e colunista das revistas Elle e CartaCapital on-line, foi secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo. Coordena a coleção Feminismos Plurais, da editora Letramento, pela qual lançou o livro O que é lugar de fala? (2017).

terça-feira, 28 de abril de 2020

Festival Varilux de Cinema Francês em casa



Festival Varilux de Cinema Francês em casa

O Festival Varilux de cinema Francês em casa está disponibilizando, a seleção de 50 grandes filmes que estiveram nos últimos festivais de cinema Francês VARILUX.

Um iniciativa solidária, patrocinada pela Embaixada da França no Brasil e ESSILOR/VARILUX e pela Bonfilm para amenizar os dias de quarentena.

São filmes de comédias, dramas, fantásticos, históricos e infantis que estarão disponíveis até o dia 25 de agosto do ano de 2020.

Excelente iniciativa!




quinta-feira, 26 de março de 2020

Jane Austen - Amor e Amizade

Jane Austen - Amor e Amizade
Livro de Bolso - L&PM Pocket

AMOR E AMIZADE
Enganada na amizade e traída no amor

CARTA PRIMEIRA
De Isabel para Laura

Com que frequência, em resposta às minhas repetidas súplicas para que você transmitisse à minha filha um detalhamento regular das desgraças e aventuras de sua vida, você disse: "Não, minha amiga, jamais atenderei seu pedido até que eu possa já não correr perigo de experimentar outras assim terríveis".
   Esse momento está chegando agora, por certo. Você completa 55 anos no dia de hoje. Se alguma vez é possível, dizer, de uma mulher, que ela está a salvo da determinada perseverança de desagradáveis amantes e das cruéis perseguições de obstinados pais, por certo deve ser em tal momento de vida.
                                                             Isabel


CARTA SEGUNDA
Laura para Isabel

Embora eu não possa concordar com você na suposição de que nunca mais me verei exposta a desgraças tão imerecidas como aquelas que já experimentei, mesmo assim, para evitar a imputação de teimosia ou má índole, vou satisfazer a curiosidade de sua filha; e tomara que a fortitude com a qual sofri as inúmeras aflições de minha vida pregressa lhe provem ser uma lição proveitosa para o apoio daqueles que porventura lhe sucedam em sua própria vida.
Laura

sábado, 31 de agosto de 2019

Laurita de Souza Santos Moreira

Macaé - RJ
Imagem: Lígia Guedes

IGREJINHA DE SANTANA

Bem do alto da colina
confortavelmente está
igrejinha tão singela
outra igual assim não há.
Igrejinha de Santana,
cheia de graça...
Suas graças a derramar
Igrejinha mãe-criança,
a Macaé embalar e ensinar a caminhar.
Olha a cidade crescer, o rio serpentear,
acompanhando as mudanças
que o progresso faz chegar,
misturando a maresia cheiro garapa-café...

sábado, 24 de agosto de 2019

Mudinho - Manoel Ribeiro da Costa




Mulher Rezando -Mudinho - Manoel Ribeiro da Costa

Mudinho - Manoel Ribeiro da Costa
1906, Búzios/RJ

Lavrador e pescador, Mudinho - Manoel Ribeiro da Costa, o Mudinho da Praia Rasa - sobreviveu com o irmão Alfredo à morte de 11 irmãos. Por amizade e dificuldade de audição e de fala, Mudinho morou com o irmão, a cunhada e os sobrinhos por longo tempo, vivendo de lavoura de subsistência e pesca. A vida de ambos melhorou quando a habilidade de trabalhar a madeira se tornou patente ao começarem a construir embarcações com toras de madeira. A destreza dos irmãos na carpintaria tornou-se conhecida e atraiu um dia a visita do artista José d´Ávila, que veio procurá-los em busca de esculturas. Mudinho resolveu fazê-las e esculpiu o primeiro trabalho em uma tora de jaqueira. A sua voa aceitação fez com que a escultura passasse a ser a primeira fonte de renda da família, que, no entanto, não abandonou de vez as atividades de pesca e plantio. Animais, fruteiras, gamelas e principalmente, figuras hieráticas de orantes, talhadas no vinhático, no jequitibá ou na copaíba, com síntese formal próxima à dos ex-votos nordestinos, constituem o repertório dos irmãos Ribeiro da Costa. As figuras, sentadas ou em pé, de homens e mulheres, mostram um tratamento sensível na representação de braços, pernas e pés. As cabeças, volumosas, harmonizam-se, no entanto, com a concepção geral da figura, mostrando algumas vezes vazados entre o cabelo e o rosto. O trabalho de Mudinho e Alfredo, valorizado pelos meios intelectuais carioca e fluminense, integra inúmeras coleções particulares, bem como o acervo do Museu do Ingá, da Fundação de Museus do Estado do Rio de Janeiro.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Um "Ser" Mulher - Do Útero à Luta - Exposição Fotográfica.

Um "Ser" Mulher - Do Útero à Luta -
Exposição Fotográfica


Em Macaé (RJ), no período de 12 a 29.03.2019, no Museu Solar dos Mellos, localizado no centro de Macaé, a exposição "Um 'Ser' Mulher - do Útero à Luta".


Artistas:

Lis Guedes Fraga
23 anos, macaense, reside em Curitiba - PR onde é graduanda em Artes Visuais e professora. Fotógrafa há 4 anos, tendo percorrido diversos caminhos da sua linguagem fotográfica, encontra hoje na fotografia de rua uma forma de exercer seu papel político e social enquanto mulher feminista.



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Jorge de Lima


Jorge Mateus de Lima


Estou molhado dos limos primitivos
e ao mesmo tempo ressôo as trombetas finais


Nasce no dia 23 de abril, em União dos Palmares, AL
Morre em 15 de novembro no Rio de Janeiro - RJ




Jorge de Lima nasceu no dia de São Jorge, e teve como madrinha Santa Maria Madalena, a padroeira de sua terra natal. Aos sete anos, já escrevia poesia. Adolescente, foi estudar no Colégio Diocesano, em Maceió, onde criou um jornalzinho, O Corifeu. Ali, publicou os primeiros versos e um romance escrito nos tempos de menino. Um dia, porém, em pleno recreio, um grupo de alunos rasgou toda a edição. Para se vingar dos colegas, Jorge de Lima passou a publicar nos melhores jornais da cidade. Foi assim que, de passagem por Maceió, Osório Duque Estrada leu o poema O acendedor de lampiões. Os elogios do autor da letra do Hino Nacional valeram a Jorge de Lima - então com 17 anos de idade - o título de "Príncipe dos Poetas das Alagoas".

Formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Jorge de Lima regressou a Maceió em 1915, para montar seu consultório médico. Atendia de graça aos mais humildes, visitando diariamente os doentes na periferia, um hábito que manteve a vida inteira. Este trabalho tornou-o tão popular na cidade, que ele foi eleito deputado estadual. Casou-se, em 1925, com D. Ádila, com quem teve um casal de filhos, e voltou definitivamente ao Rio de Janeiro em 1930. O escritório que instalou na Cinelândia tornou-se ponto de encontro de escritores, como José Lins do Rego e Murilo Mendes. No final dos anos 40, foi eleito para a Câmara dos Vereadores da cidade, onde chegou a presidente.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Gentileza, Profeta - José Datrino


Texto poético-gráfico em pilastra do Viaduto do Gasômetro, RJ
A graphic poem by Gentileza on a pillar of the Gasometer Viaduct, RJ

Gentileza, Profeta  Prophet Gentleness
[José Datrino]
1917, Cafelândia/SP
1996, Mirandópolis/SP

Nome que atribuiu José Datrino, nascido em Mirandópolis, São Paulo,  e que ficou conhecido como o profeta dos viadutos da cidade do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O estigma de uma geração (por Gilberto Mendonça Teles)

Gilberto Mendonça Teles
Vinte anos depois da Semana da Arte Moderna, a poesia brasileira já havia conquistado o seu estatuto de modernidade.
Foi o tempo necessário para que o "espírito moderno" deixasse o litoral (Rio e São Paulo) e se expandisse pelo interior, ganhando as capitais dos estudos e indo aos poucos penetrando na mentalidade dos leitores, dos professores e estudiosos de poesia. Vinte anos depois, portanto, muita coisa já havia mudado na pregação modernista. Não era mais necessária a poesia-tese, como na Paulicea Desvairada. A ideologia programática dos manifestos ainda não se havia esgotado na prática poética. Certas técnicas de retórica e linguagem, desprezadas e combatidas inicialmente, porque repetidas e quase exauridas pelo modelo parnasiano, começam a ser reexaminadas e passam a adquirir novas funções diante do alargamento das concepções poéticas do século XX. Mas, infelizmente, a preguiça mental de professores e críticos já havia também assimilado os "modelos" postos em voga de que o Modernismo havia abolido a métrica, acabado com a rima, com o soneto, e mudado totalmente a construção dos poemas. A verdade (e isto está patente na obra  dos poetas da época) é que nem a métrica desapareceu, nem a rima, nem o soneto, mas tudo isso recebia tratamento novo de que os "estudiosos" não se deram conta, porque não examinavam diretamente as obras.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Arte Pública


  • Tamboretes de festa de largo. Stools used in open-air festivals - Salvador, Bahia - 1998
  • TAMBORETES de Festas de Largo da Bahia. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: . Acesso em: 02 de Fev. 2019. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

No fluir do processo que vai concentrando, no século XX, 70% da população brasileira nas cidades grandes, várias manifestações de arte pública ocorrem com frequência crescente em âmbito urbano. Transculturam-se conhecimentos e experiências de coletividades rurais e novas informações e vivências urbanas, com uma riqueza e variedades imensa e também grande celeridade no seu aparecimento e desaparecimento.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Noah Gordon - O Físico


Noah Gordon - O físico

O fisico / Noah Gordon: tradução de Aulyde Soares Rodrigues. - Rio de Janeiro: Rocco, 1988. 


Maravilhosa narrativa!

O físico, de Noah Gordon, relata a trajetória de vida miserável do jovem Rob J., na Inglaterra do século XI, partindo para a Pérsia, determinado na causa humanitária da arte do conhecimento científico, da Medicina, onde surgiram suas primeiras descobertas.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Eli Heil - Eli Malvina Heil

Eli Malvina Heil


Eli Heil, revelada na década de 60 pelo crítico João Evangelista de Andrade Filho, ultrapassou, em 1966, os limites da Ilha de Santa Catarina ao expor individualmente no Museu da Arte Contemporânea da USP, apresentada por Walter Zanini. 

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Lêdo Ivo

Ignoro o quinhão que me coube na partilha
de tantos bens dispersos entre a luz raiante
e a névoa que mascara a borra dos naufrágios.



Lêdo Ivo

Nasce no dia 18 de fevereiro, em Maceió - AL, faleceu em 23 de dezembro de 2012.

Mesmo tendo nascido numa família sem tradição literária, desde a infância Lêdo Ivo manifestou o desejo de ser escritor. Quando se mudou com a família para o Recife, aos 16 anos de idade, passou a colaborar com a imprensa local e participou de um grupo literário do qual fazia parte o escritor e crítico literário Willy Lewin.

sábado, 22 de setembro de 2018

Afonso Felix de Sousa



Afonso Félix de Souza

Palavras e palavras, esta a herança
que tive e vou deixando.

1925
Nasce no dia 5 de julho, em Jaraguá - GO.

Desde a idade escolar, os versos despertaram em Afonso Felix de Sousa uma espécie de fascínio, especialmente pelos românticos e parnasiano. Logo, começou a escrever sonetos, acrósticos e quadras metrificadas. Na adolescência, descobriu os simbolistas e, logo a seguir, os modernistas. Mudou-se com a família ara Goiânia, em 1943, e passou a publicar seus versos nos jornais locais, como O Popular, Folha de Goiás e Oeste. No final da década, começou a trabalhar no Banco do Brasil e participou da fundação da Associação Brasileira de Escritores de Goiás. Foi transferido para o Rio de Janeiro, onde vive até hoje. Em 1959, Afonso Felix de Sousa se casou com a diplomata e também poetisa Astrid Cabral, com quem tem cinco filho.

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