sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Anton Tchekhov - vida e obra

Anton Tchekhov
1860 - Em 17  de janeiro nasce Anton Pavlovitch Tchekhov, em Taganrog, na Rússia, filho de Pavel Yegorovich Tchekhov e Yevgenia Morozov.
1875 - O pai de Tchekhov foge da cidade e abandona a família quando sua mercearia vai à falência.
1879 - Tchekhov ingressa na faculdade de Medicina, na Universidade de Moscou.
1882 - Torna-se colaborador de um periódico humorístico de São Petersburgo, escrevendo contos e vinhetas.
1884 - Começa a praticar a medicina. Apresenta os primeiros sintomas de tuberculose.
1887 - Alcança sucesso literário em São Petersburgo com sua primeira peça, Ivanov.
1890 - Viaja pela Sibéria para entrevistar prisioneiros e exilados.
1895 - Escreve A Gaivota.
1896 - A Gaivota estréia no teatro e é cancelada após a quinta apresentação.
1897 - O estado de saúde de Anton se agrava.
1898 - A Gaivota é produzida com sucesso pelo Teatro de Arte de Moscou.
1899 - Tio Vânia é encenada com sucesso no Teatro de Arte de Moscou.
1901 - Estréia As Três Irmãs, obra considerada sua maior criação. Anton se casa com Olga Knipper.
1904 - É produzida a última peça de Tchekhov, O Jardim das Cerejeiras. Em 2 de julho Anton morre de tuberculose, na Alemanha.
Como consequência da invasão da Rússia pelas tribos dos tártaros-mongóis, no século XIII, os camponeses russos perdem suas casas e são colocados nas propriedades dos russos ricos. No fim do século XVI eles passam a ser totalmente controlados pelos proprietários de terras, e no século seguinte a servidão se torna hereditária. Sua condição é semelhante à dos escravos, e eles podem ser vendidos a outros proprietários, em família ou individualmente.
A estrutura da sociedade russa passa por uma alteração permanente quando Anton Tchekhov tem apenas um ano de idade: em fevereiro de 1861 os servos são emancipados.
Em 17 de janeiro de 1860, na cidade portuária de Taganrog, no litoral do mar Negro, nasce Anton Pavlovitch Tchekhov. Terceiro dos seis filhos de Pavel Yegorovitch Tchekhov, dono de uma mercearia, e de Yevgenia Morozov, uma esposa e dona-de-casa dedicada e exgtremosa. O comportamento tirânico do marido não abala o amor que Yevgenia tem por ele, mas deixa cicatrizes profundas em Anton e nos dois filhos mais velhos, que jamais esqueceriam as terríveis cenas á mesa, provocadas por situações insignificantes.
No entanto, o casal tem em comum a ambição de ajudar os filhos a estudar e a aproveitar as coisas boas da vida que eles próprios não haviam tido oportunidade de desfrutar. Pavel faz questão de que os filhos compartilhem seu amor pela música e pela arte. Contra a vontade da mulher, matricula Anton e um dos irmãos, Nikolai, na escola paroquial grega, uma espécie de reformatório para filhos rebeldes de marinheiros, artesãos e comerciantes gregos que desejam manter os filhos longe das ruas e das docas.
As disciplinas são ministradas em grego, e os dois meninos, além de não conseguir acompanhar as aulas, são discriminados pelos colegas e castigados pela professora, que lhes impõe castigos físicos.
Anton e Nikolai não se queixam para o pai, mas se abrem com a mãe, e só na época do Natal Pavel fica a par do que acontece. Depois, atenendo aos pediso da esposa, matricula Anton na escola preparatória de meninos de Taganrog.
Ainda na adolescência Anton começa a escrever algumas anedotas e sátiras, além de uma peça, Órfão de Pai, que mais tarde destruiria.
Em 1875, quando a mercearia de Pavel vai à falência e ele se vê ameaçado de prisão por dívidas, vai buscar trabalho em Moscou, onde os dois filhos mais velhos cursam a universidade. A mãe fica com os filhos menores, e acaba perdendo a casa para um burocrata local que se faz passar por amigo da família. Ela e as crianças, então, partem para Moscou em julho de 1876, deixando Anton em Tanganrog para concluir os estudos. A família passa por dificuldades financeiras enquanto Pavel procura emprego, e Anton os ajuda vendendo artigos de utilidade doméstica e dando aulas particulares. Em 1877 Pavel consegue emprego no almoxarifado de ma fábrica de roupas, e em 1879 Anton conclui os estudos do colegial e segue para Moscou, onde obtém uma bolsa para cursar Medicina na Universidade de Moscou.
Anton começa a escrever não tanto para dar vazão à expressão artística, mas pela necessidade de ganhar dinheiro para se sustentar e ajudar a família. Sua primeira publicação ocorre num periódico humorístico semanal de São Petersburgo, em março de 1880. Depois disso continua escrevendo para publicações do mesmo gênero, sob diferentes pseudônimos, sendo que o mais comum deles é Antosha Chekhonte, apelido dado a ele anos antes por um professor.
Em 1882 Anton Tchekhov conhece Nicolas Leykin, editor da mais famosa revista humorística de São Petersburgo, e passa a ser seu colaborador. A revista Oskolki distingue-se das demais do gênero pela qualidade editorial. Leykin impõe o limite de duas páginas e meia para cada artigo ou história; graças a essa limitação Tchekhov desenvolve a habilidade da concisão e acaba se tornando o primeiro mestre moderno em prosa e contos.
Os anos de 1883 a 1885 são bastante produtivos para Anton Tchekhov, que precisa desesperadamente de dinheiro. Suas histórias que mais se destacam, nessa época, são: A Morte de um Oficial do Governo (1883), Gordo e Magro (1883), A Filha de Albion (1883), Camaleão (1884), Ostras (1884), Uma Noite Terrível (1884), Os Malfeitores (1885), A Desventura (1885) e Sargento Prishibeyev (1885).
Aqui já aparecem temas que predominariam na ficção de Tchekhov: a obsequiosidade e submissa tirania dos oficiais do governo; o sofrimento dos pobres; os caprichos e imprevisibilidade dos sentimentos; a ironia, os mal-entendidos, as desilusões e contradições que caracterizam a natureza humana.
Mas a arte de Tchekhov abrangeria temas mais sérios em meados da década de 1880: a fome em Ostras, o abandono em O Caçador, o remorso em A Desventura.

Fonte: coleção obras-primas - grandes autores - vida e obra.

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