domingo, 4 de junho de 2017

Festival Varilux de Cinema Francês 2017


É com alegria que anunciamos o "Festival Varilux de Cinema Francês 2017":



O nobre Festival Varilux de Cinema Francês 2017 que ocorrerá no período de 7 a 21 de junho, em 55 cidades do Brasil, distribuídas em 21 estados e Distrito Federal e apresenta 19 produções da cinematografia francesa.


Veja também algumas edições anteriores:

Festival Varilux de Cinema Francês 2016
Festival Varilux de Cinema Francês 2015
Festival Varilux de Cinema Francês 2014
Festival Varilux de Cinema Francês 2013
Festival Varilux de Cinema Francês 2012
Festival Varilux de Cinema Francês 2011

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Praia Campista - Macaé - RJ - Brasil

Praia Campista - Macaé - RJ - Brasil
Foto: Gladstone Peixoto

quarta-feira, 12 de abril de 2017

D. H. Lawrence - Vida e Obra



D. H. Lawrence
1885 - Em 11 de setembro, em Eastwood, Inglaterra, nasce David Herbert Lawrence.
1897 - David é admitido na escola secundária de Norttingham.
1902 - Deixa a escola e arruma um emprego de escriturário.
           Torna-se amigo de Jessie Chambers.
           Escreve os primeiros poemas.
1905 - Passa nos exames de admissão à Universidade de Nottingham.
           Começa a escrever seu primeiro romance: Pavão Branco.
1909 - A revista English Review publica alguns poemas de Lawrence.
1910 - Em 9 de dezembro morre sua mãe, Lydia Lawrence.
1911 - Em janeiro é publicado O Pavão Branco.
1912 - Conhece Frieda von Richthofen, esposa de seu ex-professor de francês.
           Lawrence parte com Frieda para a Alsácia-Lorena; depois vão para a Itália.
1913 - É publicado O Intruso.
            Lawrence termina de escrever Filhos e Amantes e inicia outro romance: Crepúsculo na Itália.
1914 - Lawrence e Frieda partem para Londres, onde se casam.
           Começa a trabalhar no romance que daria origem a Mulheres Apaixonadas.
1916 - É publicado Crepúsculo na Itália.
1917 - Lawrence e Frieda são expulsos da Cornualha sob suspeita de espionagem.
1919 - Com apenas 20 libras no bolso, Lawrence parte com Frieda para a Itália.
1920-21 - Lawrence escreve duas coleções de poemas, vários contos e o romance O Mar e a Sardenha.
1922 - Lawrence e a mulher viajam para o Ceilão e depois para a Austrália.
1923 - Escreve Canguru.
           Viaja para os Estados Unidos e depois para o México, onde fixa residência.
1925 - Começa a escrever Ternura, título que mais tarde seria mudado para O Amante de Lady Chatterley.
            Passa a dedicar-se à pintura.
1926 - Escreve A Serpente Emplumada.
1927 - Visita a região da Toscana.
            Com problemas de saúde, vai para a Suíça e depois para a Alemanha a fim de se tratar.
1928 - Publicado em Florença o romance O Amante de Lady Chatterley.
            Em Londres é realizada uma exposição de seus quadros.
1929 - Viaja com Frieda para Paris.
            Agrava-se seu estado de saúde.
1930 - Morre em Vence, França, no dia 2 de março, vítima de uma meningite tuberculosa.

Eastwood, perto de Nottingham, parecia mais uma aldeia do que uma cidade. Uma cidade de onde se extraía carvão havia séculos. No entanto, as minas eram quase um acidente na paisagem embelezada pelo arenito de cor viva, pelos carvalhos da floresta do lendário Robin Hood, pelas austeras colinas de calcário da província do Derbyshire.
Num dia qualquer, na segunda metade do século XIX, chegaram os capitalistas e as estradas de ferro. E o cenário aos poucos foi se modificando. Emprego não faltava, e os ganhos chegavam a ultrapassar as necessidades. Mas os homens de Eastwood não davam muita importância ao salário. Na verdade, desprezavam o dinheiro e as responsabilidades domésticas. Como desprezavam a claridade da superfície. Gostavam daquela vida, da camaradagem que os unia nos poços e se prolongava após o trabalho, no bar onde se sentavam para beber e conversar. Seu mundo era apenas aquilo: amizade, trabalho e um suor quase sempre negro. Depois vinha o resto: as mulheres e os filhos.
Na casa da família Lawrence viviam o casal e os cinco filhos. A mãe, uma ex-professora muito refinada, esforçava-se para dar aos filhos uma vida melhor. O pai era um homem rude, que as crianças quase não viam.
Nascido em 11 de setembro de 1885 David Herbert cresceu em um ambiente de conflitos e constante tensão entre os pais. Aos doze anos o menino foi admitido na escola secundária de Nottingham, depois de ganhar uma bosa de estudos. Não decepcionou: foi premiado em matemática, francês e alemão. Mais tarde passaria a dominar também o italiano e o espanhol.
Cinco anos depois deixou a escola e foi trabalhar como escriturário. Três meses mais tarde, acometido de uma grave pneumonia - que lhe arruinaria a saúde para o resto da vida -, teve de abandonar o emprego. Durante a convalescença começou a escrever poemas e conheceu Jessie Chambers, com quem manteria grande amizade. A jovem morava em  uma fazenda a poucos quilômetros da casa dos Lawrence. David a visitava com frequência e, além de lhe dar aulas de álgebra e francês, lia seus versos para ela.
Em 1902 tornou-se mestre-escola, e durante três anos lecionou para os filhos dos mineiros. Sua amizade com Jessie tornava-se cada vez mais sólida: com ela aprendeu a pintar e a tocar piano. Essa ligação quase platônica talvez lhe tenha aprimorado o espírito e aguçado a sensibilidade. Começou então a ler os grandes poetas: Baudelaire, Shakespeare, Cervantes, Maupassant.
Em 1905 passou nos exames para ingressar na Universidade de Nottingham, mas apenas a frequentaria no ano seguinte. Enquanto esperava começou a escrever O Pavão Branco, o primeiro romance. Absorvido por suas atividades didáticas, logo interrompeu o trabalho.
Ao deixar a universidade, em 1908, hesitou antes de decidir se aceitaria um posto na escola primária de Croydon. Sua mãe e Jessie censuram-no: não o queriam muito distante. Sem lhes dar ouvidos, partiu. A princípio seus métodos de ensino foram mal acolhidos, mas os bons resultados forçaram os superiores a admiti-los. Conquistada a confiança e a admiração de seus colegas, Lawrence encontrou a tranquilidade e o tempo necessários para retomar a literatura. Escreveu vários poemas e voltou a trabalhar na composição de O Pavão Branco.
Jessie não esqueceu o amigo. Ao contrário: ainda nesse ano de 1908 enviou alguns de seus poemas ao diretor da English Review. Em novembro de 1909 os versos foram publicados na revista, e Lawrence foi introduzido nos círculos literários de Londres. No ano seguinte a revista publicou um novo conjunto de poemas do jovem autor. E distante, muito distante de seu filho, a sra. Lydia Lawrence morreu de câncer no dia 9 de dezembro de 1910. As coisas agora tomavam novos rumos: em janeiro de 1911 foi publicado O Pavão Branco. Com esse livro, Lawrence conquistou os primeiros admiradores: George Eliot e Thomas Hardy. As dificuldades também começaram a surgir: algumas situações apresentadas no romance acarretaram-lhe a ameaça de  um processo por difamação. Sem se intimidar, continuou a escrever. Dessa vez a incomunicabilidade e a falta de calor entre as pessoas eram o tema de O Intruso, publicado em 1913. Entretanto seu espírito dinâmico o impedia a partir para outras terras, a conhecer novos ambientes.
Em 6 de abril de 1912 foi convidado a jantar na casa de Ernest Weekley, um ex-professor de francês, e aí conheceu Frieda von Richthofen, esposa do meste e mãe de três crianças. Entre conversas amenas e olhares sutis, Frieda e Lawrence enamoraram-se. Menos de um mês depois partiram juntos para Metz, na Alsácia-Lorena, onde o pai de Frieda era barão-governador de uma região militar. Na bagagem, além do manuscrito de Filhos e Amantes, Lawrence levava também um pouco de esperança e um pouco de angústia. Depois de uma entrevista tempestuosa com os pais de Frieda, o escritor acabou sendo aceito. Mas não se sentia à vontade ali e partiu com a mulher para a Itália, onde viveram por seis meses. Aí Lawrence terminou Filhos e Amantes e começou a escrever Crepúsculo na Itália.
A crítica teceu elogios a Filhos e Amantes, mas o público a censurou violentamente. Aliás as censuras acompanharam a vida literária de Lawrence, inúmeras vezes acusado de imoral e de pornográfico. Impassível, ele continuou denunciando o puritanismo falso e hipócrita da sociedade inglesa de seu tempo.
Em julho de 1914 - depois de receberem a notícia de que Weekley concedera o divórcio - Lawrence e Frieda partiram para Londres, onde se casaram no mês seguinte. Logo o romancista começou a trabalhar em As Irmãs - projeto que depois evoluiu para duas grandes obras: O Arco-íris e Mulheres Apaixonadas. Mas a guerra explodiu antes que os romances fossem publicados. Para Lawrence, o conflito representou um longo período de humilhação. Por ser alemã, Frieda foi posta sob vigilância e o casal decidiu refugiar-se no campo. Sem recursos, o escritor tentou colaborar na Times, mas não conseguiu. A publicação de Crepúsculo na Itália em 1916 foi um alívio para suas dificuldades financeiras. Em contrapartida, O Arco-íris, editado em 1915, foi censurado e apreendido alguns meses depois.
Os ganhos com a publicação dos livros Amores, em 1916, e Look! We Have Come Through - Olhe! Conseguimos, - em 1917, não foram suficientes para melhorar sua vida.
Para agravar a situação, no fim de 1917 o casal foi expulso da Cornualha sob suspeita de espionagem. Lawrence e Frieda seguiram então para Londres, onde formaram uma comunidade de amigos.
Ao fim da guerra, Lawrence e Frieda deixaram Londres, com 20 libras oferecidas por um amigo. Em novembro de 1919, alimentados de novas esperanças, desembarcaram na Itália. Seguiram para a Sicília e instalaram-se numa fazenda, onde permaneceram por dois anos, intercalados por uma longa viagem à Alemanda, Áustria e Itália, entre abril e setembro de 1921.
Esse foi um período fecundo: Lawrence escreveu duas coleções de poemas - Birds, Beasts and Flowers - Pássaros, Animais e Flores - e Tortoises -, vários contos e o romance Sea and Sardinia - O Mar e a Sardenha - inspirado numa rápida viagem. A Oxford Universty Press, interessada nas teorias do escritor, encomendou-lhe um ensaio sobre a evolução histórica da Eurpean History - Movimentos na História Européia -, trabalho assinado por Lawrence H. Davidson. O escritor ocultava-se sob pseudônimo por ressentir-se ainda da violenta reação da crítica contra Mulheres Apaixonadas. Concluída durante a estada do escritor na Cornualha, a obra foi rejeitada por vários editores ingleses, até finalmente ser impressa nos Estados Unidos em 1921.
Provocou um escândalo na Inglaterra e recebeu os adjetivos mais desairosos. Sem conseguir compreender as teses de Lawrence, os críticos o atacavam. Aos poucos, porém, foram silenciando. E a calmaria que se seguiu à tempestade de censuras propiciou o lançamento, em 1922, de A Vara de Araão.
Lawrence começou a voltar-se para a literatura americana. Quando planejava uma viagem aos Estados Unidos, recebeu um convite da milionária Mabel Dodge-Luban para passar uma temporada no Novo México. Todavia, uma crise de bronquite o impediu de aproveitar a oportunidade.
No início de 1922, já restabelecido, partiu com Frieda para o Ceilão. Algum tempo depois passaria uma curta temporada na Austrália. Em seguida viveu com Frieda num aglomerado de mineiros em Nova Gales do Sul. Nessa época instalou-se às margens do lago Chapala, nas proximidades de Guadalajara, México, onde escreveu A Serpente Emplumada, que só seria publicada em 1926.
O México vivia uma época de convulsões políticas, e Frieda, apavorada com a violência geral, suplicou-lhe que voltassem à inglaterra. Lawrence acabou cedendo. Em Nova York, já arrependido, mandou a mulher continuar a viagem sozinha. Enviou alguns artigos e ensaios para a revista Adelphi e voltou para Jalisco, no México.
Frieda escrevia-lhe incesssantemente, pedindo-lhe que fosse ao seu encontro. A força do amor foi grande, e ele retornou à Inglaterra, onde escreveu St. Mawr e outros Contos, The Woman who Rode Away - A Fugitiva - e Reflections on the Death of a Porcupine - Reflexões sobre a Morte de um Porco-Espinho -, todas publicadas no decorrer de 1925.
Em fins de 1925, sob o título de Tenderness - Ternura - , Lawrence iniciou na Itália o romance O Amante de Lady Chatterley. A obra não absorvia todo o interesse de Lawrence, que, nessa época, estava se dedicando à pintura e começando a executar uma série de quadros, mais tarde expostos em Londres.
Por problemas de saúde, seu trabalho começou a ser interrompido com frequência. Em abril de 1927, quando visitava a Toscana, uma nova e mais grave recaída o obrigou a emigrar para a Suíça e para a Alemanha, onde alguns  médicos consideravam irreversível a sua situação.
Sem se abater, em outubro retornou a Florença e trabalhou duramente em Tenderness, agora denominado John Thomas e Lady Jane, título propositadamente provocativo, já que na tradição popular inglesa esses nomes designam os órgãos sexuais do homem e da mulher. A ideia evoluiu e o romance finalmente recebeu o título definitivo: O Amante de Lady Chatterley, publicado em Florença em 1928.
O Amante de Lady Chatterley trata da relação entre um homem e uma mulher. O livro foi acusado de inverossímil, mas, na verdade, conta a própria história da vida de Lawrence com Frieda. A imprensa não poupou severas críticas: "esgoto da pornografia francesa", "o livro mais sujo da literatura inglesa". O governo britânico imediatamente proibiu na Inglaterra, e durante 32 anos manteve a proibição.
O romance, contudo, circulava às escondidas, e da forma que Lawrence mais deplorava: era visto e lido de uma maneira que tornava o sexo um assunto furtivo, proibido, ou uma brincadeira efêmera. O verdadeiro sentido de seu pensamento - a busca da pureza primitiva, que faz de O Amante de Lady Chatterley um dos maiores romances ingleses - durante muito tempo passou despercebido da crítica e do público.
Em 1928 Lawrence estava com tuberculose. Angustiado via multiplicarem-se, à sua revelia, as edições espúrias de seu último romance com o texto adulterado.
Inquieto com o alarmante estado de saúde do escritor, o amigo Richard Aldington, também escritor, levou-o para a ilha de Port-Gross. Aí Lawrence escreveu artigos, notas e comentários para os jornais, aproveitando o escândalo e a consequente curiosidade suscitada pelo livro.
Em 1929 viajou para Paris e hospedou-se na casa do escritor e amigo Aldous Huxley. Trabalhando duro, ainda conseguiu publicar uma edição popular e integral do romance. Em abril viajou para a Espanha. Enquanto isso sua exposição de pintura fazia sucesso em Londres, a despeito de a imprensa considerá-la "o maior insulto jamais feito ao público londrino".
Depois de passar quinze dias na Ligúria com Hurley, Lawrence partir para Florença, onde foi acometido de uma violenta hemoptise. Atendendo aos apelos de Frieda, procurou um médico, que o aconselhou a fazer um tratamento no sanatório de Vence, na França.
Certo de que logo se restabeleceria, escreveu a todos os amigos anunciando sua alta. Foi um desfile de visitas na casa em que  Huxley o acomodou juntamente com Frieda, em uma vila de Vence.
Os dias arrastaram-se tristemente para Lawrence. Ele precisava levantar-se do leiro e caminhar, sentir o ar puro, ver pessoas. Dar a mão a Frieda e com ela conversar longamente. Tudo isso ele fez. Até ser acometido por uma fatal meningite tuberculosa.
O olhar de Lawrence estava fixado em sua companheira. Talvez Frieda quisesse dizer alguma coisa. Mas não havia tempo para mais nada. Huxley aproximou-se e fechou os olhos do amigo. Frieda foi até a janela para contemplar o que restou da paisagem. Era o dia 2 de março de 1930. David Herbert Lawrence tinha pouco mais de 44 anos.




sábado, 8 de abril de 2017

Italo Calvino - Fábulas Italianas


Italo Calvino - Fábulas Italianas

Calvino, Italo - Fábulas italianas: coletadas na tradição popular durante os últimos cem anos e transcritas a partir de diferentes dialetos - Italo Calvino; tradução Nilson Moulin. - São Paulo : Companhia das Letras, 2006.

Trabalho fenomenal de Italo Calvino, que teve como impulso inicial o desafio para produção do livro pela necessidade que surgiu de uma exigência editorial: pretendia-se, ao lado dos grandes livros de contos populares estrangeiros, uma antologia italiana. Mas que texto escolher? Existiria um "Grimm italiano"? se pergunta o autor, na introdução do livro.

O autor ao terminar o complexo trabalho, mas antes tem a real visão de que é "um salto no escuro, como pular de um trampolim e mergulhar num mar em que há um século e meio só se atreve a entrar quem é atraído não pelo prazer esportivo de nadar em ondas insólitas, mas por um apelo do sangue, como para salvar algo que se agita lá no fundo e que, caso contrário, se perderia sem voltar à tona".

Longa introdução o autor resenha todo o trabalho para conseguir catalogar e priorizar toda a narrativa encontrada desta arte popular visando resgatar, retratar a história escrita e contada do povo italiano.

"São, tomadas em conjunto, em sua sempre repetida e variada casuística de vivências humanas, uma explicação geral da vida nascida em tempos remotos e alimentada pela lenta ruminação das consciências camponesas até nossos dias; são o catálogo do destino que pode caber a um homem e a uma mulher, sobretudo pela parte de vida que juntamente é o perfazer-se de um destino: a juventude, do nascimento que tantas vezes carrega consigo um auspício ou uma condenação, ao afastamento da casa, às provas para tornar-se adulto e depois maduro, para confirmar-se como ser humano. E, neste sumário desenho, tudo: a drástica divisão dos vivos em em reis e pobres, mas sua paridade substancial; a perseguição do inocente e seu resgate como termos de uma dialética interna a cada vida; o amor encontrado antes de ser conhecido e logo depois sofrimento enquanto bem perdido; a sorte comum de sofrer encantamentos, isto é, ser determinado por forças complexas e desconhecidas, e o esforço para libertar-se e autodeterminar-se como um dever elementar, junto ao de libertar-se libertando; a fidelidade a uma promessa e a pureza de coração como virtudes basilares que conduzem à salvação e ao triunfo; a beleza como sinal de graça, mas que pode estar oculta sob aparências de humilde feiura como um corpo de rã; e sobretudo a substância unitária do todo: homens animais plantas coisas, a infinita possibilidade de metamorfose do que existe."

Explica ainda que o trabalho de natureza híbrida é também "científico" pela metade ou, em três quartos, sendo a quarta parte fruto de arbítrio individual.

Surpreendente é sua conclusão após o minucioso trabalho de que "as fábulas são verdadeiras."

Quem é capaz de duvidar?

São elas:
Joãozinho Sem Medo;
Corpo Sem Alma;
O Pastor que não crescia nunca;
Nariz de Prata;
A barba do conde;
A menina vendida com as peras;
O príncipe canário;
Os Biellenses, gente dura;
A linguagem dos animais;
As três casinhas;
A terra que não se morre nunca;
As três velhas;
O príncipe-Caranguejo;
O menino no saco;
A camisa do homem feliz;
Uma noite no paraíso;
Jesus e são Pedro no Friul;
O anel mágico;
O braço de morto;
A ciência da preguiça;
Bela Testa;
Luna;
O corcunda Sapatim;
O Ogro com penas;
Belinda e o Monstro;
A rainha Marmota;
O filho do mercador de Milão;
O palácio dos macacos;
O palácio encantado;
Cabeça de búfula;
A filha do sol;
O florentino;
O presente do vento do norte;
A moça-maça;
Salsinha;
O Pássaro Bem Verde;
Grãozinho e o boi;
A água na cestinha;
Catorze;
João Bem Forte que a quinhentos deu a morte;
Galo-cristal;
O soldado napolitano;
Belmel e Belsol;
Chico Pedroso;
O amor das três romãs;
José Peralta que, quando não arava, tocava flauta;
Corcunda, manca e de pescoço torto;
A falsa avó;
O ofício de Francisquinho;
Crie, Croc e Mão de Gancho;
A primeira espada e a última vassoura;
Os cinco desembestados;
Eiro-eiro, burro meu, faça dinheiro;
Leombruno;
Os três órfãos;
O reizinho feito à mão;
O rei-serpente;
Cola-peixe;
Grátula-Bedátula;
Desventura;
A cobra Pepina;
Dono de grãos-de-bico e favas;
O sultão com sarna;
Alecrina;
Diabocoxo;
A moça-pomba;
Jesus e são Pedro na Sicília;
O relógio do barbeiro;
A irmão do conde;
O casamento de uma rainha com um bandido;
Pelo mundo afora;
Um navio carregado de...;
O filho do rei no galinheiro;
A linguagem dos animais e a mulher curiosa;
O bezerrinho com chifres de ouro;
A velha da horta;
A rainhazinha com chifres;
Yufá;
O homem que roubou os bandidos;
Santo Antônio dá o fogo aos homens;
Março e o pastor;
Pule no saco!

JOÃOZINHO SEM MEDO

"Era uma vez um menino chamado Joãozinho Sem Medo, pois não tinha medo de nada. Andava pelo mundo e foi parar em uma hospedaria, onde pediu abrigo.
- Aqui não tem lugar - disse o dono -, mas, se você não tem medo posso mandá-lo para um palácio.
- Por que eu sentiria medo?
- Porque ali a gente sente e ninguém saiu de lá a não ser morto. De manhã, a Companhia leva o caixão para carregar quem teve a coragem de passar a noite lá.
Imaginem Joãozinho! Levou um candeeiro, uma garrafa, uma linguiça, e lá se foi.
À meia-noite, comia sentado à mesa quando ouviu uma voz saindo da chaminé:
-Jogo?
E Joãozinho respondeu:
- Jogue logo!
Da chaminé desceu uma perna de homem. Joãozinho bebeu um copo de vinho.
Depois a voz tornou a perguntar:
- Jogo?
E Joãozinho:
- Jogue logo!
E desceu outra perna de homem. Joãozinho mordeu a linguiça.
- Jogo?
- Jogue logo!
E desceu um braço. Joãozinho começou a assoviar.
- Jogo?
- Jogue logo!
Outro braço.
- Jogo?
- Jogue!
E caiu um corpo que se colou nas pernas e nos braços, ficando de pé um homem sem cabeça.
- Jogo?
- Jogue!
Caiu a cabeça e pulou em cima do corpo. Era um  homenzarrão gigantesco e Joãozinho levantou o copo dizendo:
- À saúde!
O homenzarrão disse:
- Pegue o candeeiro e venha.
Joãozinho pegou o candeeiro mas não se mexeu.
- Passe na frente! - disse Joãozinho.
- Você! disse o homem.
- Você! disse Joãozinho.
Então o homem se adiantou e de sala em sala atravessou o palácio, com Joãozinho atrás, iluminando. Debaixo de uma escadaria havia uma portinhola.
- Abra! Disse o homem a Joãozinho.
- Você! - disse Joãozinho.
Então o homem se adiantou e de sala em sala atravessou o palácio, com Joãozinho atrás, iluminando. Debaixo de uma escadaria havia uma portinhola.
- Abra! - disse o homem a Joãozinho.
E Joãozinho:
- Abra você!
E o homem abriu com um empurrão. Havia uma escada em caracol.
- Desça - disse o homem.
- Primeiro você - disse Joãozinho.
Desceram a um subterrâneo, e o homem indicou uma laje no chão.
- Levante!
- Levante você! - disse Joãozinho, e o homem a ergueu como se fosse  uma pedrinha.
Embaixo havia três tijelas cheias de moedas de ouro.
- Leve para cima! - disse o homem.
- Leve para cima você! - disse Joãozinho. E o homem levou uma de cada vez para cima.
Quando foram de novo para a sala da chaminé, o homem disse:
- Joãozinho, quebrou-se o encanto! - Arrancou-se uma perna, que saiu esperneando pela chaminé. - Destas tigelas uma é sua. - Arrancou-se um braço, que trepou pela chaminé.
- Outra é para a Companhia que virá buscá-lo pensando que você está morto. - Arrancou-se também o outro braço, que acompanhou o primeiro. - A terceira é para o primeiro pobre que passar. - Arrancou-se outra perna e ele ficou sentado no chão. - Pode ficar com o palácio também. - Arrancou-se o corpo e ficou só a cabeça no chão. - Porque se perdeu para sempre a estirpe dos proprietários deste palácio, - E a cabeça se ergueu e subiu pelo buraco da chaminé.
Assim que o céu clareou, ouviu-se um canto: Miserere mei, miserere mei, e era a Companhia com o caixão que vinha recolher Joãozinho morto. E o veem na janela, fumando cachimbo.
Joãozinho Sem Medo ficou rico com aquelas moedas de ouro e morou feliz no palácio. Até um dia aconteceu que, virando-se, viu sua sombra e levou um susto tão grande que morreu.

Italo Calvino (1923-85) nasceu em Santiago de Las Vegas, Cuba, e foi para a Itália logo após o nascimento. Participou da resistência ao fascismo durante a guerra e foi membro do Partido Comunista até 1956. Publicou sua primeira obra, A trilha dos ninhos de aranha, em 1947.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Mario Vargas Llosa - O herói discreto



Mario Vargas Llosa - O herói discreto
Na estante, Revista Cidade Nova - Março 2017 - n. 3 - pág. 47, Andrea Russo Vilela

"Neste mês de março (dia 28), o escritor peruano Mario Vargas Llosa completa 81 anos. Devo admitir que é um de meus autores favoritos. Ou melhor, favorito ainda é pouco para descrevê-lo e, em homenagem ao seu aniversário, gostaria de apresentá-lo a partir de como ele próprio definiu seu ofício em texto publicado no Correio Braziliense: "Escrever é um trabalho que requer perseverança, horários, impor-se uma disciplina e respeitá-la, e creio que isso é fundamental. A razão pela qual me submeto com tanta facilidade a essa disciplina em meu trabalho é porque não tenho a sensação de que seja um trabalho, e sim um prazer".
Nascido em 28 de março de 1936, em Arequipa, Vargas Llosa é um intelectual de grande vulto e um dos mais importantes nomes da literatura latino-americana e mundial na atualidade. Jornalista, acadêmico (doutor em Filosofia e Letras), dramaturgo e cidadão engajado em questões políticas peruanas, já escreveu mais de 40 romances publicados (traduzidos para 30 idiomas), além de peças para teatro e ensaios. Vencedor de prêmios como Príncipe de Astúrias (1993) e Miguel de Cervantes 2006), ele foi agraciado com o Nobel de Literatura em 2010 pelo conjunto de sua obra e "por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual".
Confesso a dificuldade de escolher apenas uma de suas obras para indicar. Vargas Llosa tem estilo enraizado. Não é escritor com foco só na ficção, vai além disso. Transforma realidade e fatos históricos, que marcam um determinado espaço e tempo em ficção, sem distorcê-los. Tudo está ligado: literatura, realidade, história e ficção são indissolúveis. Ele os costura de forma a dar impressão de que nasceram juntos.
Como, ao apresentá-lo, detive-me em seus livros mais antigos, indico um romance mais atual: O herói discreto (2013), que aborda questões bastante pertinentes ao atual cenário brasileiro: honestidade - ou melhor, a falta dela -, ganância, egocentrismo e impunidade. Duas histórias seguem paralelas. A primeira é a do empresário do ramo dos transportes Felícito Yanaqué, pai de dois filhos e casado com Gertrudes. Correto e austero, é vítima de extorsão feita por meio de uma carta anônima com ameaças à sua empresa e sua família.
O empresário se recusa a ceder à chantagem, procura a polícia e o caso se torna assunto da pacata cidade de Piura, ao norte do Peru. A segunda história se passa na capital, Lima, onde Ismael Carrera, 80 anos, viúvo, empresário bem-sucedido e proprietário de uma seguradora sofre um infarto, fica à beira da morte e escuta seus dois filhos discutirem sobre sua suposta morte ao lado de seu leito no hospital.
Recuperado, resolve se vingar e escandaliza a família casando-se com Arminda, antiga empregada doméstica da família.
Duas histórias aparentemente sem ligação se entrelaçam no final - e surpreendem o leitor. O livro é um melodrama carregado de humor, suspense e mistério. As questões sociais, o amor, o ódio na relação entre pai e filhos, as fraquezas humanas, a traição, a vingança e o perdão permeiam as duas histórias e nos questionam sobre o que é certo e errado. A leitura é fácil e flui prazerosamente. Desarme-se e dispa-se de preconceitos e julgamentos para desfrutar o enredo. Mas, ao concluir a  leitura da última página, reflita e tire as suas conclusões sobre as complexas relações humanas e como você vem lidando com elas.
Vargas Llosa mais uma vez aponta temas polêmicos e nos conta com maestria a história real de uma vida fictícia. Boa leitura!"

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Elena Ferrante - A filha perdida

Elena Ferrante - A filha perdida

Na Estante, por Andrea Russo VilelaRevista Cidade Nova - Fevereiro 2017n. 2pág. 47.

"Dediquei alguns dias de minhas férias para conhecer um pouco da obra e da trajetória literária de uma nova escritora que vem dando o que falar. Se nome, ou melhor, pseudônimo, é Elena Ferrante, uma italiana que optou por manter sua identidade em segredo.

Elena concede poucas entrevistas, sempre por escrito e intermediada por seus editores italianos. Como ela mesma afirma, optou pelo anonimato para preservar sua liberdade de escrita e, de certa forma, não deixar sua imagem influenciar na recepção de seus livros pelo público. As obras dela abordam o universo feminino a partir de uma narrativa realista, seca, dura, sem amarras ou meias palavras. Elena retrata mulheres comuns, mães, filhas, amigas, mas de forma nada romanceada. O feminino de Ferrante não tem nada de cor de rosa. Escreve desde 1991, data do primeiro romance, L´amore molesto (Um estranho amor), sucesso de crítica e vendas. A obra inspirou uma adaptação para o cinema.

No Brasil a produção literária de Elena desembarcou em 2015 com a série Napolitana, que publicou as obras A amiga genial, História do novo sobrenome e Dias de abandono.

Qual o motivo de seu sucesso?

Elena consegue seduzir, envolver, transportar, provocar, encantar, causar angústia e raiva à medida que o leitor avança página a página.

Escolhi como indicação para este mês o livro A filha perdida, que aborda a temática da maternidade sob o ponto de vista um tanto quanto peculiar: o amor, a felicidade e a realidade que envolvem as agruras de ser mãe. O dilema de ser o que a sociedade espera de toda mulher: boa mãe - e o preço do julgamento quando não se segue ou se enquadra nos padrões tidos como "corretos".
Como mãe de uma garota de 18 anos, à medida que fui avançando na leitura, duas questões mexeram muito comigo: todas as mulheres realmente nasceram para ser mães?
O amor pelos filhos é fato, nada se assemelha, e ele é pulsante, forte e vigoroso, mas não pode subjugar a essência da mãe.
A leitura é simples, fluida e potente.
Cenas e falas aparentemente banais são complexas e significativas.
A honestidade de sentimentos da protagonista pode despertar em você ideias que já passaram pela sua cabeça - mas não se sinta mal, a história vale a pena.

Em A filha perdidaElena Ferrante narra a história de Leda, uma professora universitária, carente e carregada de vaidade intelectual, chegando na faixa dos 50 anos, mãe de duas jovens já adultas que resolvem morar com o pai no Canadá.
Após a partida das filhas, Leda resolve tirar férias e segue para uma praia.

Você pode se perguntar se ela vive a síndrome do ninho vazio ou se sente-se livre da responsabilidade materna. Porém nada é tão simples na ótica de Ferrante. A história seria fácil se esse fosse o tema, mas o ponto central vai muito além de saber o que fazer com a liberdade de não estar mãe. Na praia, Leda observa uma família italiana grande e muito barulhenta que a faz lembrar da própria família. Dois membros dessa família destacam-se por estarem sempre juntas: Nina, uma jovem mãe, e Eleba, sua filhinha que não se separa da boneca (atenção a esta boneca no contexto da história).

A partir daí a protagonista não consegue mais parar de observá-las, enquanto tece pré-julgamentos ao comportamento delas que a incomoda a ponto de causar inveja. 

Leda revive memórias relacionadas às suas filhas, ao seu casamento, ao relacionamento com a própria mãe e a ela mesma enquanto filha. Ela nos mostra todos os seus questionamentos, entre eles o que é na verdade ser mãe. A filha perdida é um romance curto, mas carregado de significado que fará você reavaliar escolhas e questionar julgamentos."


domingo, 19 de fevereiro de 2017

Ransom Riggs - Contos Peculiares


Ransom Riggs - Contos Peculiares

Contos Peculiares, de Ransom Riggs, belíssima ilustração por Andrew Davidson, Millard Nullings (org.), edições Syndrigast.


Surpreendente! 

O livro tem como conto inicial  o primoroso "Os esplêndidos canibais" que já faz valer a aquisição da obra.

Os esplêndidos canibais aborda temas como educação financeira, convivência social, entre outros temas, como valores morais, que são fortemente apontados na história que se passa na aldeia de Swampmuck onde viviam de forma bastante humilde os peculiares que deixaram vender seus membros para um grupo de canibais em troca de melhores condições financeiras para suas vidas apresentando novo status social, com casas cada vez maiores e melhores em detrimento cada vez maior de seus corpos físicos e sua liberdade cada vez mais comprometida em detrimento da mutilação a que estavam expostos. Final surpreendente por esboçar claramente a alma humana e suas fraquezas.

O leitor fica preso à narrativa que utiliza a técnica de suspense crescente quanto ao destino dos personagens.

Li somente os contos: Os esplêndidos canibais,  A princesa da língua bifurcada e A primeira ymbryne, excelente história, o que já foi suficiente para qualificar como um dos melhores livros de contos já lidos.

Por certo um belo livro de cabeceira com a capa e o material gráfico impecáveis. 

O tom do livro remonta a nostalgia das histórias do livro "As Mil e Uma Noites", por ser uma coletânea de folclore passado de geração a geração desde tempos imemoriais, portadores de um conhecimento secreto, onde há informações importantes para a sobrevivência de um peculiar neste mundo hostil, conforme aponta na apresentação sob clima de suspense ao leitor.

Demais histórias:
A mulher que era amiga de fantasmas;
Cocobolo;
As pombas (da Catedral) de St. Paul; 
A menina que domava pesadelos;
O gafanhoto;
O garoto que podia controlar o mar;
A história de Cuthbert.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Marie Kondo - A mágica da arrumação


Marie Kondo - A mágica da arrumação

Sempre gostei do tema organização. Foi algo que desenvolvi de forma natural pelo hábito de querer ver os objetos nos lugares devidos e de encontrá-los quando necessito deles.

Certa vez, no meu trabalho na indústria, crescíamos a passos largos. Eram recordes após recordes e o espaço físico de trabalho continuava o mesmo apesar do crescimento de recursos humanos e materiais.
Era época de implantar a qualidade total no ambiente de trabalho. O tema 5S surgiu como uma luva às nossas necessidades de melhoria e otimização do espaço físico.
Desenvolvi o trabalho com mérito "5S - Uma forma de conviver melhor" que me rendeu uma viagem a Bahia para apresentação em um Seminário de Qualidade e uma ida à Caixa Econômica Federal sede no Rio de Janeiro para também apresentá-lo.

Gosto de ler temas de organização em blog pela rede social, mais por pura curiosidade.

Surpresa fiquei quando encontrei o livro "A mágica da arrumação" no quarto de minha filha.
Ela comprou pois necessita muito controlar toda a bagunça a que vive rodeada.
É uma pessoa um pouco compulsiva e vive enchendo os armários e gavetas de itens de que gosta e em seguida acredita que doar quase todos, esvaziar tudo dá uma sensação de organização. O problema é até quando novos itens retornarão em sua vida, em sua rotina de vida.
Já havíamos conversado sobre como um ser humano não tendo a habilidade nata de classificar e organizar seus pertences, ainda assim, pode se esmerar e usar técnicas que o ajudarão a se organizar.

Obvio que li o livro em dois tempos. A linguagem é leve e aborda detalhes do dia-a-dia com muita habilidade.

A autora Marie Kondo, palestrante e consultora, aos 30 anos conta como gosta do tema desde os 5 anos de idade e que na juventude teve oportunidade de pesquisar sobre organização o que a tornou especialista no tema.
Seu método é simples, porém transformador. Em vez de basear-se em critérios vagos, como "jogue fora tudo o que você não usa a um ano", ele é fundamentado no sentimento da pessoa por cada objeto que possui.
O ponto principal da técnica é o descarte. O objeto a ser dispensado passa pelo crivo da análise do tema alegria. O objeto te proporciona alegria? Permaneça com ele. Se a resposta for negativa, se desfaça. Doa ou jogue fora.
A partir do que te trás felicidade, a segunda etapa é partir para a classificação e organização.
Rodeado pelo que você ama, você se tornará mais feliz e motivado a criar o estilo de vida com que sempre sonhou.
E isto passa pelo quesito livros, inclusive ela dá a dica para após a leitura do livro dela, fazer a mesma pergunta e seguir adiante organizando não somente a estante, mas a própria vida.

A mágica da arrumação / Marie Kondo; tradução de Marcia Oliveira; Rio de Janiero: Sextante, 2015

- Por que não consigo manter minha casa organizada?;
- Em primeiro lugar, descarte;
- Como organizar por categoria;
- Arrumando suas coisas para ter uma vida sensacional;
- A mágica da organização transforma sua vida.

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